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Liberté - Igualité - Fraternité / Revolução Francesa - 1789

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A Liberdade Guiando o Povo - Eugéne Delacroix

domingo, 20 de novembro de 2011

A vinculação entre clima e vegetação no meio ambiente

Uma das principais manifestações da vida na superfície terrestre é a imensa mas­sa de vegetação que se distribui pelo pla­neta. Sua existência pretérita (passada), sua presença atual e a condição de permanência no fu­turo sempre estiveram e estarão ligadas às condições dos domínios naturais, designa­ção conceitual que se refere à combinação das três esferas inorgânicas (abióticas): li­tosfera, hidrosfera e atmosfera. Cada um desses elementos interfere na distribuição da cobertura vegetal, com destaque para o clima.

Vamos trabalhar as relações entre os domínios na­turais, que são inorgânicos, e as manifestações da vida. Será dado destaque à relação entre clima e distribuição das formações vegetais, relação que não se esgota no presente, na me­dida em que os climas do passado deixaram marcas na geografia das coberturas vegetais.

Anteriormente, trabalhamos a dimensão inorgânica da natureza, especialmente a litosfera, uma das esferas da superfície terrestre. Como as formas de vida se inserem na dimen­são inorgânica (no meio abiótico) da superfície terrestre?

É na litosfera que se formam os solos, que são rochas decompostas e é neles que surge a vida vegetal, onde as plantas mergulham suas raízes para se alimentar. Nas regiões mais elevadas da litosfera, nem todo tipo de vida é possível, e, na verdade, a vida chega a rarear (diminuir). Já nas partes mais baixas das áreas continen­tais, a vida vegetal se multiplica.

            As águas (hidrosfera) são fundamentais para a vida ve­getal. As maiores florestas do mundo são as florestas úmidas. Quando as águas escas­seiam, a vida se ressente.

As formações vegetais são diretamente influenciadas pelas condições climáticas (atmosfera), visto que a água e as temperaturas são elementos-chave na existência da vida.

A vida não é um fenômeno isolado, ela é possível apenas na relação com os elementos não vivos (abióticos) dos ambientes. A formação dos solos resulta do processo de de­composição das rochas, que tem no clima uma energia fundamental: chuvas, infiltração de águas, contraste entre calor e frio, por exemplo, são forças naturais que desagregam as rochas. O mesmo ocorre com a água: a diversidade do cli­ma é em boa medida responsável pela distribui­ção desigual de águas na superfície terrestre. Um segmento da superfície terrestre que se caracteriza por relevo plano e baixo, com hidrografia rica e com muita umidade e calor, será bastante con­fortável para a manifestação da vida vegetal.

 

Dos domínios naturais para a biosfera: as conexões e as escalas geográficas

Como os elementos naturais se relacionam? Como viabilizam a vida vegetal e como se combinam e interferem na distribuição das formações vegetais nas terras emersas do planeta? Tratam-se de fenômenos complexos, considerados produtos de várias relações ou vários fatores, estabele­cidas entre muitas realidades, que interagem entre si. É diferente de um fenômeno simples, produto de um único fator.

Por exemplo, as relações de interdependência são necessárias à manu­tenção da vida vegetal, logo é um fenômeno complexo. Para sintetizar, observe o esquema da composição da biosfera:

 

Litosfera (estrutura geológica, relevo) + hidrosfera (rios, lagos, águas subterrâneas) + atmosfera (fenômenos climáticos) = domínios naturais

Domínios naturais + solos + vida (formações vegetais e fauna) = biosfera

 

Há vida em todos os recantos do planeta?

Os domínios naturais correspondem às mais diversas combinações da atmosfera (cli­ma), da litosfera (relevo) e da hidrosfera (oceanos, rios e lagos). Vejamos algumas:

- Existem combinações que são ideais para a vida: Clima quente e chuvoso + relevo de baixas altitudes + grande disponibilidade de água doce = condições excelentes para a proliferação da vegetação;

- Existem combinações que dificultam a vida (parte I): Clima muito frio + relevo irregu­lar e montanhoso = situação de deserto frio, sem presença generalizada de solos e com escassa vegetação;

- Existem combinações que dificultam a vida (parte II): Clima muito quente e árido (muito seco) + relevo plano + hidrografia pobre = situação de deserto quente, solos pobres e arenosos, com escassa presença de vegetação.

 

A lógica que relaciona o clima e as formações vegetais

Observe a “Variação vegetacional segundo altitudes (segundo andares)”, na página 6 do caderno do aluno. As formações vegetais estão relacionadas ao relevo, ou seja, a altitude:

- Lado esquerdo do triângulo: região de clima temperado (estações bem marcadas, com algumas variações);

- Lado direito do triângulo: região de clima tropical (calor e umidade, com algumas va­riações internas);

- Quer nos climas temperados, quer nos tropicais, a vegetação vai diminuindo de porte à medida que as altitudes aumen­tam e a umidade diminui, escasseando proporcionalmente com o aumento das altitudes;

- Nos climas temperados (mais frios), a 3 000 metros de altitude, a vegetação praticamente desaparece, enquanto nos climas tropicais ainda aparecem estepes. Aqui fica exposto um fator que interfere nessa distribuição: o clima, mais especificamente as tem­peraturas e, em parte, também a umidade. Conforme as altitudes se elevam, a temperatura diminui (cerca de 0,6° C a cada 100 metros). Assim, se no nível do mar a temperatura numa área tro­pical está a 30° C, a 3 000 metros essa temperatura será de ± 12° C (3 000 di­vidido por 100 = 30 multiplicado por 0,6 = 18° C → 30° C - 18° C = 12° C). Como no clima temperado a temperatu­ra já é menor, a 3 000 metros quase não aparece mais vegetação;

- À medida que as altitudes diminuem e a umidade aumenta, a vegetação adquire por­te, chegando até as formações florestais.

As for­mações vegetais vão ficando diferentes com o aumento das altitudes: essa diferenciação está associada à mudança vertical dos ambientes: quanto mais alto, mais frio e menos umidade.

O que ocorre se a mudança for horizontal, ou seja, com o espalhamento na superfície das terras emersas? A lógica é a mesma: o que varia verticalmente (em altitude) ou horizontalmente (em extensão e latitude) são os mesmos elementos climáticos. Veja o quadro a seguir:

 

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As massas vegetacionais (ou formações vegetais) são classificadas em estratos (elemento-chave para compreender a classificação das formações vegetais) denominados arbóreo, arbustivo e herbáceo.

Veja as características no quadro “Tipos de formação vegetal” na página 7 do caderno do aluno. Ao nos referir­mos a um estrato arbóreo, estamos falando dos tipos de planta, porte (altura), estru­tura (se formação fechada ou aberta), distribuição. A menção ao domínio de um estrato já dá informações sobre a formação vegetal que se quer descrever. As quatro formações vegetais são as principais mani­festações da vida nos meios bióticos e, por isso, são chamadas de biomas.

Na caatinga nordestina, os es­tratos que a compõem são arbustivo, arbóreo e herbáceo, sem que nenhum seja dominante. O tipo de vegetação é uma savana seca, igual no cerrado. A caatinga e o cerrado são tipos de savana. O quadro abaixo detalha mais essa classificação:

 

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Glossário:

Atmosfera: conjunto de gases combinados que envolvem a superfície terrestre a que chamamos de ar.

Biosfera: conjunto da vida vegetal e animal no interior dos domínios naturais.

Clima: sucessão de tipos de tempo gerada pela circulação de massas de ar quente e frio, mais ou menos carregadas de umidade, e pelas chuvas. Tudo isso é sentido na superfície terrestre e interfere no funcionamento da litosfera, da hidrosfera e da vida.

Complexidade: característica dos fenômenos cuja existência e forma de funcionamento dependem de múltiplas relações.

Domínios naturais: 1. A interação da atmosfera com a litosfera e a hidros­fera forma um domínio natural; 2. Mundo inorgânico; 3. As combinações no mundo inorgânico são variadas, o que gera diversidade de domínios naturais.

Hidrosfera: 1. Conjunto das águas na superfície terrestre; 2. Com­posta de oceanos e mares, águas subterrâneas, rios e lagos.

Inorgânico: matéria sem vida (abiótica) presente na superfície terrestre.

Litosfera: 1. Conjunto dos elementos sólidos que formam a crosta terrestre; 2. Estruturas rochosas que são um dos componentes dos domínios naturais.

Orgânico: 1. Mundo da vida; mundo biótico; 2. Os seres vivos vegetais e animais; 3. Combinação dos domínios naturais mais a vida.

Simplicidade: Condição dos fenômenos que resultam apenas de um fator.

Solo: 1. Camada que se forma sobre as rochas, não muito duras, e que é pro­duto da desagregação das rochas e da decomposição de matéria orgânica; 2. Dimensão do meio ambiente onde prolifera a vida vegetal.

Vegetação: 1. Forma de vida que se desenvolve nos solos, consumindo nutrientes e água e usando a energia solar; 2. Forma de vida que se desenvolve nas terras emersas, fixada ao solo.

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"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta." Nelson Mandela

“Nós, que sobrevivemos aos campos, não somos as verdadeiras testemunhas. Esta é uma idéia incômoda que passei aos poucos a aceitar, ao ler o que os outros sobreviventes escreveram, inclusive eu mesmo, quando releio meus textos após alguns anos. Nós, sobreviventes, somos uma minoria não só minúscula, como também anômala. Somos aqueles que, por prevaricação, habilidade ou sorte, jamais tocaram o fundo do poço. Os que o fizeram, e viram a face das Górgonas, não voltaram, ou voltaram mudos”

Primo Levi, escritor italiano, foi um dos 23 sobreviventes entre os 649 judeus que foram encaminhados para Auschwitz com ele em abril de 1944.

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