"Este Blog foi criado para aproximar aqueles que se sentem indignados ao presenciar a injustiça, ocorra ela em qualquer parte do planeta. Ele foi criado para aqueles
que acreditam que o conhecimento crítico e o combate a alienação é a libertação do homem e a transformação do mundo. Sinta-se indignado, proteste, lute,
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Liberté - Igualité - Fraternité / Revolução Francesa - 1789

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A Liberdade Guiando o Povo - Eugéne Delacroix

domingo, 20 de novembro de 2011

As variações de escala geográfica dos impactos ambientais

A expressão "impacto ambiental" é em ge­ral usada para se referir ao conjunto de ações humanas que agridem o meio ambiente. Sob um olhar mais técnico, o impacto ambiental refere-se às conseqüências, no meio ambiente, do uso que o ser humano necessariamente faz da natureza, especialmente a retirada dos re­cursos não renováveis.

Se o alcance (ou seja, a escala) das ações humanas se ampliaram (e se tornaram mais complexas), isso implicaria uma transformação correspondente nos impactos ambientais? Esta­ria o ser humano alterando os meios ambientes na escala mundial?

Se as ações humanas alteram o quadro am­biental do planeta, os seres humanos também precisam encontrar, a um só tempo, formas de organização institucional e política nessa escala. Interesses nacionais e locais não podem prevale­cer numa questão que afeta a todos.

Pensar na escala geográfica dos fenôme­nos que percorrem a superfície terrestre e os espaços humanos é uma reflexão indispensá­vel para compreender a geografia do mundo contemporâneo.

Infelizmente, essa preocupação nem sem­pre está presente no ensino da Geografia esco­lar, ou, quando ela é abordada, os fenômenos geográficos são tratados de modo estático, como se seus efeitos se limitassem ao ponto do espaço que está sendo observado e descrito. No entanto, espaço é distância, são relações entre pontos, são movimentos, e não a fixação em um único ponto.

Este capítulo tra­ta dos impactos ambientais e também da relação que as sociedades hu­manas estabelecem com a natureza. Pensando nas conseqüências para a natu­reza e para o ser humano, até onde podem chegar os impactos de um furacão, terremoto ou erupção de um vulcão?

Observe o quadro “Escala geográfica de eventos naturais”, na página 21 do caderno do aluno.Como se pode notar, os eventos menciona­dos não têm impactos diretos que ultrapassam a escala regional. No Brasil, à exceção de terremotos fracos, não há ocorrência de tais eventos; para nós, eles po­dem ser vistos como algo externo, que aconte­ce em outros lugares. Não tememos, portanto, que um dia haja uma erupção vulcânica ou um furacão de grande escala que nos atinja.

Os seres humanos (um grupo, uma sociedade, uma corporação transnacional, os agregados) são capazes de realizar ações que atinjam todas as partes do planeta? Ou a ação de uma sociedade pode ir além da escala regional?

 

O impacto das ações de escalas local e regional na escala global

Nesta etapa, são propos­tas algumas comparações. O que chamamos de globo, de planeta, é uma criação natural. Mas, em termos de funcionamento e produção de es­paço geográfico, não parece claro que as rela­ções humanas alcançam uma escala geográfica mais ampla do que os fenômenos naturais? Elas alcançam uma escala global?

Vamos explorar dois exemplos para mostrar como mu­dou a escala geográfica das ações humanas, na página 22 e 23 do caderno do aluno. O quadro “Comparando a escala geográfica das ações humanas” organiza as idéias sobre as ações huma­nas, destacando a escala e as transformações no espaço. As ações da sociedade e das instituições e empresas que ela cria ultrapas­sam os limites de seu território e chegam até o Brasil. Embora a erupção de um vulcão no Equador não nos afete aqui no Brasil, não podemos dizer o mesmo quanto à política comercial de uma grande empresa norte-americana de roupa esportiva ou alimentação fast-food. As forças mobilizadas nos EUA muitas vezes conseguem atingir a escala glo­bal. Será que elas chegam também à China e ao Japão?

Discutir escalas dos fenômenos geográficos é essencial para construir um raciocínio espacial.

O resultado da relação entre ser humano e na­tureza pode ser expresso da seguinte forma: o uso humano da natureza (ação humana) na natureza significa integração complexa das escalas humanas e naturais.

Exis­te um elemento fundamental para estudar a integração das escalas de fenômenos geográfi­cos diferentes: o clima. O clima pode ser visto como um amplificador das escalas geográficas de eventos naturais e humanos ocorridos na superfície terrestre. Três casos podem mostrar como o clima amplifica as escalas geográficas dos fenômenos geográ­ficos: a erupção do Krakatoa, a erupção do Pinatubo e o acidente na usina nuclear de Chernobyl, todos descritos na página 23 do caderno do aluno.

            Observe o mapa ”Mundo: consumo de energia, 2004”, nas páginas 26 e 27 do caderno do aluno.

            Trata-se de um mapa ordenado e quanti­tativo. A ordem expressa os países que mais consomem energia por habitante, e isso é co­municado por tonalidades de cor laranja, do tom mais escuro para o mais claro.

As quantidades são expressas por círcu­los proporcionais que representam o consumo absoluto de energia. É importante trabalhar a questão da energia com essas duas representa­ções (consumo absoluto e por habitante), porque revela, por exemplo, que alguns países da Euro­pa, bem menores que o Brasil, consomem mais energia por habitante, mas em termos absolutos gastam menos (caso dos países nórdicos).

Esse mapa mostra a distribuição geográfica do consumo de energia no mundo. Sabemos que hoje a principal fonte de energia é originária de material fóssil, especialmente o petróleo e o carvão mineral. A queima dessas fontes de energia tem como efeito colateral a emissão de CO2 (gás carbónico) para a atmosfera.

Será que essa emissão constante de CO2 re­percute apenas nos locais de emissão? Ou aqui se pode aplicar o mesmo raciocínio anterior: algo emitido num local pode ter efeitos amplia­dos pela dinâmica atmosférica?

- As erupções vulcânicas emitiram material em grande quantidade em um breve tempo (o maior volume no momento da explosão e resíduos durante alguns dias);

- O acidente nuclear vazou material radioativo enquanto os técnicos não conseguiram vedar as instalações da usina (foram dias);

- A emissão de CO2 causada pelo ser hu­mano não pára, é constante. No entanto, varia o volume da emissão: no passado era menor e agora é bem maior. Consi­derando a desigualdade dessa emissão entre os povos do mundo, e como isso está associado ao consumo de energia, a princípio, no futuro, a emissão de CO2 tende a crescer. Isso porque certamente ocorre a seguinte relação: consumo de energia significa desenvolvimento.

A emissão constante de gases poluentes para a atmosfera e o crescimento mais ou me­nos inevitável das emissões, em razão da di­nâmica social e econômica da sociedade, são apontadas atualmente como causas de uma importante mudança climática no planeta: o aquecimento global, a elevação das tempera­turas médias na Terra.

Vale registrar uma expressão sintética dessa possível ocorrência: a ação humana para prover a vida material consome energia em escala local e regional, resultando na emissão de CO2 (escala local e regional) e aquecimento da atmosfera (escala global).

O mundo é complexo, e nem todas as re­lações e variáveis envolvidas nesse fenômeno do aquecimento global estão sob controle do conhecimento humano, mas há cientistas que apontam a emissão de CO2 como uma das causas do aquecimento global. Sabemos que há o risco de o impacto de algumas ações hu­manas no meio ambiente e nos domínios na­turais alcançar a escala global. Acompanhar os efeitos e impactos da atuação humana é fundamental para saber se esse alcance global vai se confirmar.

Há cientistas renomados defendendo que a ação humana - com a emissão do CO2 e o desmatamento - acelera o processo de aquecimento global. Vamos ler o texto “A instabilidade da dinâmica climática”, nas páginas 28 e 29 do caderno do aluno.

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UMA REFLEXÃO SOBRE O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

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"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta." Nelson Mandela

“Nós, que sobrevivemos aos campos, não somos as verdadeiras testemunhas. Esta é uma idéia incômoda que passei aos poucos a aceitar, ao ler o que os outros sobreviventes escreveram, inclusive eu mesmo, quando releio meus textos após alguns anos. Nós, sobreviventes, somos uma minoria não só minúscula, como também anômala. Somos aqueles que, por prevaricação, habilidade ou sorte, jamais tocaram o fundo do poço. Os que o fizeram, e viram a face das Górgonas, não voltaram, ou voltaram mudos”

Primo Levi, escritor italiano, foi um dos 23 sobreviventes entre os 649 judeus que foram encaminhados para Auschwitz com ele em abril de 1944.

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