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que acreditam que o conhecimento crítico e o combate a alienação é a libertação do homem e a transformação do mundo. Sinta-se indignado, proteste, lute,
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Liberté - Igualité - Fraternité / Revolução Francesa - 1789

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A Liberdade Guiando o Povo - Eugéne Delacroix

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

FILOSOFIA - Benjamin, leitor de Orígenes

Com uma concepção de história revolucionária, o filosofo alemão Walter Benjamin foi um estudioso da Teoria Apakatastasis, de Orígenes


ÂNGELA ZAMORA CILENTO*

Walter Benjamin (1892-1940) não foi apenas um homem que teve consciência de sua fragilidade e vulnerabilidade, antes representa um recorte individual de um contexto histórico em que outros seis milhões de judeus foram atropelados e arruinados pelas forças históricas. A vida do homem constituiu-se numa "luta pela sobrevivência e numa fuga sem trégua da perseguição política. [...] O poder crescente do partido nazista fez com que os meios de comunicação renunciassem a seus trabalhadores de esquerda ou de origem judaica" (GAGNEBIN, 1982, p.9).
Será interessante previamente discorrermos sobre as mudanças históricas na Europa de 1870 a 1914, ainda que rapidamente, a fim de termos à mão o ponto de partida da análise das figuras da espiritualidade alemã e judaica dessa época. A Alemanha, de um estado semifeudal acabou por se tornar nesse período uma das maiores potências industriais com o aço, "há uma concentração dos capitais bancários e industriais e, constituem-se cartéis poderosos nos ramos têxtil, do carvão, da siderurgia, das indústrias químicas e elétricas [...] A rapidez, a brutalidade, a intencionalidade e o poder esmagador dessa industrialização subvertem as sociedades da Europa central, sua estrutura de classes (ascensão da burguesia, formação do proletariado), seu sistema político e sua hierarquia de valores" (LOWY, 1989, p.31). Esse avanço permitirá à população judaica migrar dos guetos e aldeias para se dirigir ao centro, enriquecendose rapidamente. Essa classe agora passa a ter apenas uma aspiração: "assimilar-se, aculturar- se e integrar-se na nação germânica" (LOWY, 1989, p.33)
Ao mesmo tempo que ascenderam economicamente, assiste-se a uma reação antissemita - são excluídos da administração, do exército e da magistratura. Resta-lhes o âmbito universitário, e forma-se uma nova categoria social, "a intelectualidade judaica"(LOWY, 1989, p.35). "A condição é eminentemente contraditória: Ao mesmo tempo profundamente assimilados e largamente marginalizados/ligados à cultura alemã e cosmopolitas, desenraizados, em ruptura com seu meio de origem burguês e voltado aos negócios, rejeitados pela aristocracia rural e tradicional e excluídos do meio natural que os acolhia (a carreira universitária)." (LOWY, 1989, p.35)
Nesse contexto, forma-se uma corrente denominada de romantismo anticapitalista. Esta se caracteriza pela crítica romântica da civilização industrial, recusando a carreira de negócios de seus pais e aspirando ao modo intelectual de ser, implicando numa ruptura entre as gerações. Entre eles estão Buber, Kafka, Ernst Bloch, Lucaks, Franz Rosenweig, Walter Benjamin, Erich Fromm e Leo Lowenthal.
Essa geração romântica só tem, à primeira vista, duas saídas: ou busca um retorno às suas raízes históricas, em especial, ao messianismo, profundamente carregada de nostalgia do passado, redescobrindo os estudos cabalísticos; ou simpatizando-se com os movimentos de esquerda e pelas ideias socialistas, pois sua condição 'pària', segundo Lowy, tornou-a suscetível às ideologias de contestação da ordem estabelecida. Em Walter Benjamin, encontramos as duas. "Benjamin está efetivamente no núcleo dessa geração messiânico-romântica, e seu pensamento, ligeiramente antiquado, estranhamente anacrônico, é ao mesmo tempo o mais atual e o mais carregado de explosividade utópica. Sua obra ilumina os passos de outros pensadores [...], num jogo de imagens que não é absolutamente o de espelhos refletindo-se ao infinito, mas antes o de olhares que se interrogam reciprocamente"( LOWY, 1989, p.11).

MUNDO FRAGMENTADO
Para Benjamin, o mundo já não é o mesmo, aquilo que antes era repleto de sentido, transformou-se em ruínas, cacos, estilhaços. Tudo agora é fragmentado e sem sentido a priori: são cacos que formam um caleidoscópio que somente o autor pode inventar, ou melhor, reinventar. Cada caco oriundo das coisas mais heterogêneas tem sua própria história, mas que abriga em si algum "brilho" do que já fora anteriormente. Entretanto, a filosofia de Benjamin não se detém em especial a nenhum fragmento, mas emerge do conjunto deles, num todo inteiramente outro. Sua originalidade consiste exatamente em tratar temas opostos simultaneamente, apreendendo-os em sua plurissignificatividade. Só ele conseguiu reunir a corrente marxista, sua crítica, modernidade à temas teológicos que resultaram numa nova concepção de história."Tal prática, segundo Benjamin, possui sua base teórica numa concepção teleológica da histórica. A história se encaminha inexoravelmente em direção a uma meta preestabelecida e contestável 'cientificamente'. Nesse processo cabe realmente à classe operária salvar a humanidade futura (Tese 12), mas ela não é mais o verdadeiro sujeito da história, que poderia mudar-lhe o curso: o progresso substituiu a prática."(GAGNEBIN, 1982, p.23).

"O sujeito do conhecimento histórico é a própria classe combatente e oprimida. Em Marx, ela aparece como a última classe escravizada, como a classe vingadora que consuma a obra de libertação em nome das gerações de derrotados. Essa consciência, reativada durante algum tempo no Movimento Espartaquista, foi sempre inaceitável para a social democracia. Em três decênios, ela quase conseguiu extinguir o nome de Blanqui, cujo eco abalara o século passado. Preferiu atribuir à classe operária o papel de salvar as gerações futuras. Com isso, ela a privou das suas melhores forças. A classe operária desaprendeu nessa escola tanto o ódio quanto como o espírito de sacrifício. Porque um e outro se alimentam da imagem dos antepassados escravizados e não dos descendentes liberados"(BENJAMIN, 1994, Tese 12, p.228).

LISS GOLDRING

 

 

Erich Fromm
Psicanalista, psicólogo e sociólogo alemão, Erich Fromm (1900-1980) fez parte da Escola de Frankfurt, tendo sido diretor do Instituto de Pesquisas Sociais de Frankfurt. Destacouse por estudos sobre marxismo e psicanálise

 
 
Ao privilegiarem o futuro, privam o presente de suas forças históricas produtivas, de modo que a classe trabalhadora - teoricamente o sujeito da história e, portanto, quem deveria tomar em suas mãos as suas rédeas, acaba por depositar essa libertação no futuro, acomodando-se ao sistema. Precisa-se da história, cujo objeto em si, é ausente, porque trata do passado e, portanto, é uma disciplina de caráter melancólico. O passado não pode mais ser vivido exatamente como foi, mas entre ele e o presente dá-se uma ligação provisória e fugaz por meio da memória que permite articulá-los: "Significa apropriar-se de uma reminiscência, tal como ela relampeja no momento de um perigo. Cabe ao materialismo histórico fixar uma imagem do passado, como ela se apresenta, no momento do perigo, ao sujeito histórico, sem que ele tenha consciência disto" (BENJAMIN, Obras Escolhidas, Tese 6, p. 224).
Isto é, o passado é capaz de ser transportado pela narração ao presente, de modo a ser atualizado. O passado e o presente terão a mesma "configuração" na história, em alguns momentos, permitindo não só a atualização do passado, mas também a liberação das energias que devem interferir na práxis política - não é que os sofrimentos do passado seriam abolidos, nem reconciliados, mas retomariam as esperanças malogradas, por meio de uma memória ativa e inovadora, sendo capaz de interromper a inércia do próprio curso histórico. Neste presente pervertido e infernal, onde tudo se torna mercadoria, sempre idêntico, será interrompido pela restituição da felicidade original.
Esse ciclo histórico pode ser também observado nos ciclos dos corpos celestiais, de modo que uma certa configuração de planetas se repetirá no tempo (infiuência de Blanqui)."Essa reflexão conduz-nos a pensar que a nossa imagem de felicidade é totalmente marcada pela época que nos foi atribuída pelo curso da nossa existência.
A felicidade capaz de suscitar nossa inveja está toda, inteira, no ar que já respiramos, nos homens com os quais poderíamos ter conversado, nas mulheres que poderíamos possuído. Em outras palavras, a imagem da felicidade está ligada à ideia de salvação. O mesmo ocorre com a imagem do passado, que a história o transforma em coisa sua. O passado traz consigo um índice misterioso, que o impele à redenção. [...] Se é assim, existe um encontro secreto, marcado entre as gerações precedentes e a nossa. Alguém na terra está à nossa espera. Nesse caso, como a cada geração, foi-nos concedida uma frágil força messiânica para a qual o passado dirige um apelo. E esse apelo não pode ser rejeitado impunemente" (BENJAMIN,1994, Tese 2 p. 222) (grifos nossos).
SPD
Movimento EspartaquistaO movimento espartaquista (Spartakusbund), foi um movimento de esquerda, marxista e revolucionàrio, ocorrido na Alemanha durante e depois da primeira guerra. Organizado por Karl Liebknecht, Rosa Luxemburgo, Clara Zetkin, procurava incitar a revolução socialista por meio de panfl etos ilegais. Em 01/01/1919, o intento foi brutalmente destruído pelo governo da República de Weimar; Luxemburgo e Leibknecht foram assassinados.

REVOLUCIONÁRIA E MESSIÂNICA
A concepção de história em Walter Benjamin é, ao mesmo tempo, revolucionária e messiânica, pois pretende resgatar tudo - não só aquilo que foi dito e feito, mas também aquilo que poderia ter sido e não foi, aquilo que foi desejado e ficou reprimido; esse passado não se entrega plenamente, apenas consegue enviar sinais, ansiando por sua redenção. Assim também os oprimidos de todas as gerações só terão ânimo de combater se reassimilarem as aspirações de seus precedentes, libertando-os de sua impotência, dos seus grilhões, perfazendo uma relação viva entre as gerações.
A redenção e também a revolução consistem em resgatar não só o que aconteceu, mas o que poderia ter sido, numa concepção integral da história, e aqui cabe a inclusão da Teoria da Apokatastasis de Orígenes de Alexandria, pensador cristão do século 2 d.C.
Para Orígenes, o mundo é uma 'destituição', só existe em consequência da queda da criação. Antes de sua apostasia, antes do tempo ter sido criado, todas as criaturas racionais serviam a Deus, com total fidelidade. Eram imateriais, dotadas de conhecimentos, força e atividade. Entretanto, algumas se revoltaram contra Deus e foram destituídas da ordem celeste. Com isso, estabeleceu-se uma hierarquia entre as criaturas, de modo que se determinou menor ou maior participação na matéria, segundo seu merecimento, tornando-se homens, anjos ou demônios. Esta categoria "é constituída daqueles espíritos que a si mesmos precipitaram-se na maldade, de modo a se encontrarem antes indispostos do que incapazes de aceitar e responder ao convite do retorno. É o mal se lhes converteu em prazer e deleite (GILSON, 1979, p. 69)".
Isso significa que os demônios e o diabo, cuja perversão fora completa, foram aprisionados em corpos mais frios e tenebrosos de todos, os homens, cuja falta foi menos grave, vieram a ser uma alma propriamente dita, e os anjos receberam, por seu turno, um corpo mais tênue.
A ideia do aprisionamento dos espíritos em corpos está relacionada à ideia de que o mundo presente não é o único, ele pode ter sido precedido por outros e provavelmente outros se seguirão a este. A sucessão de mundos finitos, confirma a teoria da pre-existência da alma, pois implica na possibilidade de que as criaturas, agora, aprisionadas em corpos possam se redimir, ao serem incluídas numa "história supercósmica", pois o plano de Deus visa a correção e a redenção de todas elas. Este mundo, portanto, é apenas uma fase necessária ao Seu intento. Para tanto, poderá valer-se de qualquer recurso, na sua infinita justiça - até mesmo o da maior crueldade, a primeira vista, como a confiagração (destruição pelo fogo) ou o dilúvio, para salvar sua criação. Nesse processo, a alma terá oportunidade de convencer-se da verdade e, antes, estará até mesmo disposta a querê-la. Mas Deus não força nada, pois dotou o homem de livre-arbítrio. Se o homem delibera a favor do mal neste mundo, deve-se em grande parte à sua ignorância, visto que o seu maior tormento é o de sentir- se afastado da presença de Deus.

A filosofia de Orígenes é munida de uma perspectiva terapêutica e pedagógica, na medida em que até mesmo a presença do mal pode servir como um instrumento de elevação das criaturas, transformando sua natureza, como lembra o profeta Isaias."Do alto de Jessé sairá um rebento, e de suas raízes, um renovo [...]. O lobo habitará com o cordeiro e o leopardo deitará junto ao cabrito, o bezerro e o leão novo e o animal cevado andarão juntos e um pequenino o guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas e suas crias juntas se deitarão, o leão comerá palha como o boi. A criança de peito brincará na toca da áspide e o já desmamado meterá a mão na toca do basilisco. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu monte santo, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar. Naquele dia, recorrerão as nações a raiz de Jessé que está posta por estandarte dos povos, a glória lhe será a morada" (Isaías 11, 1-10).
Deus preencherá tudo, por meio do Messias, Cristo, visto que se Deus é uno, não poderia excluir de si nenhuma criatura, porque estaria incompleto, todos serão engendrados nesse uno. Deus habitará tudo em todas as coisas, de modo que não haverá lugar para o mal, até mesmo o diabo e os demônios retornarão. Estarão reunidos na incomunicável paz que foi capaz de transformar a natureza das feras até que elas pudessem estar juntas com os mansos: Apokatastasis.

LITOGRAFIA DE GAREIS E DAHLING

Blanqui
Louis Auguste Blanqui (1805-1881) é considerado o pré-socialista que mais se aproximou de Marx por sua concepção e respeito à luta de classes e pelo aspecto científi co que ele procurava imprimir ao socialismo. Estudou direito e medicina e passou praticamente 35 anos na cadeia. Em A Eternidade dos Astros, prenuncia a doutrina do eterno retorno de Nietzsche, discute a temporalidade presente, como Baudelaire. O que mais nos interessa neste momento é apresentar a aproximação com Benjamin - para Blanqui, a sensibilidade em relação ao estudo dos astros revela uma repetição da realidade permeada pelo desejo de eternidade, que abriga os âmbitos existencial e histórico. Desvela o mito do tempo contínuo, no qual haveria uma repetição eterna, que é o ciclo do próprio universo. Desconfi a do progresso, pois persistem a dominação, o sofrimento e o fracasso das tentativas revolucionárias, o mundo e uma prisão infernal, e o homem moderno perdeu a capacidade de contemplação, sobrecarregado pela repetição infi ndável do trabalho, tornouse ele próprio mercadoria e tem agora um olhar mercantil.

Tal doutrina em Benjamin ou Orígenes permite várias inferências vitais para a existência. Permite avaliar a história - passado/ presente - como forma de consertar grandes erros e de resgatar perdas irreparáveis. Permite pensar que certos encontros não são simples coincidências, mas que estes são marcados, pelo que Goethe denominará de "afinidades eletivas"; que a história que se tece no tapete da existência abriga um feixe de possibilidades; que a nossa vida não foi desperdiçada; que a nossa existência não é para nada, mas tem um sentido, e que colabora, pelo livre-arbítrio na salvação universal; que o desencantamento deste mundo, sua melancolia e o sentimento de perda são apenas aparentes, porque tudo o que foi dado como perdido para sempre, como um anel no mar, e que aos nossos olhos jamais poderiam ser reencontrado, apresenta a certeza deste reencontro acalmando o coração, dando forças para seguir em frente, apesar das dificuldades, lutando contra o inconformismo.
Em ambos, a redenção seria o sinônimo de felicidade. Através do Messias, tudo será redimido, libertando a história de um círculo vicioso, "de modo que os mundos que se sucedem não são a repetição idêntica um do outro, o que implicaria na maldição do eterno retorno, mas porque por meio deles se realiza progressivamente a recuperação de um estado perfeito original" (ABBAGNANO, 1982, p. 69).
Há ainda que se ressaltar que tal concepção em Benjamin ainda merece algumas considerações. Para Lowy, a felicidade não é exatamente a volta a um estado paradisíaco antes da história, nem estaria atrelada à avidez da modernidade pelo progresso que propõe um tempo homogêneo e vazio; mas teria uma concepção inteiramente outra - Jetztzeit - o tempo do agora, prenhe de plenitude, porque a qualquer instante pode irromper o Messias. Cada instante é precioso, pois pode ser a porta estreita pela qual pode penetrar o Messias.
"Certamente, os adivinhos que interrogavam o tempo para saber o que ele ocultava em seu seio não o experimentavam nem como vazio nem como homogêneo. [...] Sabe-se que era proibido aos judeus investigar o futuro. Ao contrário, a Torá e a prece se ensinavam na rememoração. Para os discípulos, a rememoração desencantava o futuro, ao qual sucumbiam os que interrogavam os adivinhos. Mas nem por isso o futuro converteu-se num tempo homogêneo e vazio. Pois nele cada segundo era aporta estreita pela qual podia penetrar o Messias"(BENJAMIN,1994, apêndice B).
Em Benjamin, a associação do messianismo e da revolução é intrínseca - não pode haver revolução sem redenção."Entre a história da redenção e a história da luta de classes - ao Paraíso perdido corresponde a uma sociedade comunista pré-histórica, igualitária (sem classes), democrática e não autoritária, vivendo numa harmonia edênica com a natureza, à expulsão do Jardim do Éden ou a tempestade que afasta os homens do Paraíso em direção ao Inferno, correspondem 'o progresso', a civilização industrial, a sociedade capitalista/mercantil; a catástrofe moderna e sua acumulação de detritos, ao Advento do Messias, corresponde a interrupção revolucionária/ proletária da história, e à Era messiânica, ao restabelecimento do Paraíso com sua linguagem adâmica, correspondem a uma nova sociedade sem classes e sem Estado e sua linguagem universal. Ursprung ist das Ziel e restitutio in integrum [Origem e o alvo - restituição integral] são a quintessência espiritual dessa 'teologia da revolução' marxista/libertária." (LOWY, 1989 p.108).

 

REFERÊNCIAS

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia, Mestre Jou, RJ, 1982

BENJAMIN, Walter. - Obras Escolhidas, vol I - Ed. Brasiliense, São Paulo, 1984

Bíblia. Português. Bíblia Sagrada. Tradução de Padre Antônio Pereira de Figueiredo.

GILSON, E. História da Filosofia Cristã. Petrópolis: Editora Vozes, 1979.

LOWY, Michael - Redenção e Utopia. São Paulo: Cia das Letras, 1989.

ORIGENES. Contra Celso. São Paulo: Editora Paulus, 2004.

QUASTEN - Patrologia Vol1. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos, 1991.

SCHELESENER, Anita Helena. Historia e Tempo- Benjamin leitor de Blanqui. Disponível em: http.calvados.c3sl.ufpr.br/op2/index.php.historiaarticle/viewfile2731/2268. Acesso em: 25.05.2008.

 

* Ângela Zamora Cilento é mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP e professora de Filosofia na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta." Nelson Mandela

“Nós, que sobrevivemos aos campos, não somos as verdadeiras testemunhas. Esta é uma idéia incômoda que passei aos poucos a aceitar, ao ler o que os outros sobreviventes escreveram, inclusive eu mesmo, quando releio meus textos após alguns anos. Nós, sobreviventes, somos uma minoria não só minúscula, como também anômala. Somos aqueles que, por prevaricação, habilidade ou sorte, jamais tocaram o fundo do poço. Os que o fizeram, e viram a face das Górgonas, não voltaram, ou voltaram mudos”

Primo Levi, escritor italiano, foi um dos 23 sobreviventes entre os 649 judeus que foram encaminhados para Auschwitz com ele em abril de 1944.

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