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Liberté - Igualité - Fraternité / Revolução Francesa - 1789

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A Liberdade Guiando o Povo - Eugéne Delacroix

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Qual o tamanho da crise financeira e econômica?

Os últimos dias foram de pânico para os mercados financeiros. A quebradeira de tradicionais bancos de investimentos dos Estados Unidos provocou quedas históricas nas bolsas em todo o planeta. O governo norte-americano teve que intervir para salvar banqueiros e investidores.Em setembro, se revelou a situação de penúria de bancos centenários dos EUA e o governo anunciou uma ajuda bilionária às companhias Fannie Mae e Freddie Mac, que estavam à beira da falência.Em seguida, outro grande banco, o Lehman Brothers, entrou em agonia. Desta vez, o governo norte-americano apenas pressionou para que outros bancos e instituições financeiras ajudassem, porem não deu certo. A falência provocou queda nas bolsas e o governo Bush radicalizou a política de estatização do mercado financeiro.O Fed, banco central norte-americano, anunciou a compra da maior parte da AIG, a maior seguradora do mundo, que passava dificuldades, mas isso não foi suficiente para acalmar os investidores.A Casa Branca divulgou, no dia 19, um megaplano de ajuda para o mercado. O projeto, que deve passar pelo Congresso, prevê um gasto de US$700 bilhões para salvar as instituições financeiras.O pacote daria poder ao secretário do Tesouro para comprar ações de instituições à beira da falência. É a maior intervenção econômica do Estado na história do capitalismo.Estima-se que o dinheiro colocado pelo governo Bush para acalmar o mercado, supere o gasto na Guerra do Iraque. Analistas classificam a crise como a mais profunda desde a grande crise de 1929. A opinião corrente também dá conta de que estamos apenas no começo.
O pacote de ajuda do governo Bush, levou alívio aos mercados, mas segura apenas temporariamente a crise. Ao contrário do que é noticiado pela mídia, a crise não tem origem no mercado financeiro. É apenas expressão de uma crise econômica clássica de superprodução. É o prenúncio de uma recessão que já atinge os EUA e que deve se alastrar pelo resto do mundo no próximo período, podendo ter uma gravidade bem superior à da crise de 2000-2001.O Brasil será afetado pela crise?Para Lula, os reflexos da crise sobre o Brasil serão "quase que imperceptíveis", e faz parecer que se resume à economia dos EUA.Essa propaganda tem o objetivo, de capitalizar eleitoralmente o atual crescimento econômico. Entretanto, a propaganda se apóia numa realidade sensível para os trabalhadores: o ciclo de crescimento que possibilitou a implantação de fábricas em várias regiões do país.Isso significou um crescimento no emprego que, ao lado de migalhas, como o Bolsa Família, sustentam a popularidade do governo. Mas o país estará mesmo protegido da crise?
Mais frágilLula e seus ministros dizem que as reservas internacionais do país,colocam o Brasil numa situação confortável. No entanto, as reservas podem se reduzir a pó.Os capitais especulativos - aqueles que podem sair a qualquer momento do país - representavam 46% dos investimentos estrangeiros em 2005. Em 2007, já eram 54%.Segundo a Folha de S. Paulo, “os estoques de investimentos estrangeiros especulativos no Brasil equivalem hoje a cerca de três vezes o tamanho das reservas em dólares no BC, segundo os últimos dados (...) existem quase US$3 em capitais especulativos que podem sair a qualquer momento para cada US$1 em reservas. No momento em que esses investidores decidem tirar grandes volumes de dinheiro do país, como na semana passada, há forte pressão sobre o real, que tende a perder valor”O mercado financeiro aqui, assim como no resto do mundo, está totalmente integrado e dependente dos EUA.
Sob o controle das multinacionaisNão é apenas o mercado financeiro que está mais exposto. Grande parte da produção é voltada aos produtos primários para a exportação (commodities). O setor representava 45% da indústria em 2006. As exportações eram a parte mais importante no balanço comercial do país.Um dos reflexos da crise é a redução do preço das commodities. Seja pelo estouro da bolha, que inflacionou os preços nos últimos anos, seja pela inevitável redução da demanda com o agravamento da crise. Um dos maiores compradores do aço e minérios produzidos no Brasil é a China, que produz e exporta para os EUA. Com a recessão que se abate sobre o império, a produção diminuirá drasticamente.O superávit comercial brasileiro está caindo rapidamente. No primeiro semestre de 2008, caiu 45%. Já se fala na possibilidade de um déficit comercial em 2009.Isso contribui para o aumento do chamado déficit nas contas correntes, ou seja, a soma de todos os valores que entram e saem do país (veja o gráfico). Estima-se que, em 2008, o Brasil feche as contas com um saldo negativo de US$30 bilhões. Tal prejuízo ocorre pelo aumento das remessas de lucros das multinacionais aqui instaladas, diminuição do superávit comercial e fuga de capitais.
Conseqüências graves para os trabalhadoresA economia do país ainda cresce e provoca a sensação de que a crise não vai passar por aqui. Mas a dependência da nossa economia fará com que a crise afete diretamente a vida da grande maioria da população.Em algum momento, a indústria automobilística brasileira vai entrar em crise. Isso depois de tantas fábricas montadas no país. A produção e a venda de agosto sinalizam isso. Ainda que os propagandistas do governo possam dizer que foi o melhor agosto da história da indústria, em comparação com o ano de 2007,em julho, houve queda na produção de 1% e queda nas vendas de 15,1%. Será apenas uma acomodação do mercado como dizem as montadoras? Ou o início de uma desaceleração?A burguesia e os políticos sabem que a crise virá. Em todas as negociações salariais deste ano, empresários dizem que não podem conceder um reajuste maior devido à crise que se avizinha. Já os políticos, na campanha eleitoral, fazem promessas que não cumprirão.Mas quais as conseqüências da crise para o Brasil? Para tentar atrair investimentos estrangeiros, o governo vai impor juros exorbitantes, aumentar a dívida pública e um arrocho ainda maior no orçamento.Este é o plano do governo para a crise. Afeta diretamente serviços públicos essenciais, como saúde e educação. O crédito para as empresas vai ficar mais caro, significando menos empregos. Já o crédito ao consumidor vai ficar mais escasso e os juros vão subir.Hoje, grande parte das famílias já está endividada. Com a inflação no último período, atingindo principalmente os mais pobres, a inadimplência subiu mais de 6%. Com a alta dos juros, isso tende a aumentar ainda mais.Para os trabalhadores, a recessão vai significar inflação, desemprego, achatamento dos salários e deterioração dos serviços públicos. O governo Lula, como os outros que o antecederam, vai jogar a crise nas costas dos trabalhadores.
Um programa dos trabalhadores para combater a crise
O governo Lula semeia ilusões quando afirma que a crise não vai atingir o Brasil. Tanto o governo quanto os principais candidatos dessas eleições mentem quando prometem mundos e fundos sem mexer na política econômica. É um verdadeiro estelionato eleitoral.A verdade é que, mantendo a atual política, a crise vai pegar em cheio os trabalhadores. Precisamos, desde já, impor um programa para impedir que, mais uma vez, a grande maioria da população arque com os efeitos de uma crise econômica.É necessário estatizar o sistema financeiro e colocá-lo a serviço da população. Ou seja, impedir a fuga de capitais especulativos e as remessas de lucros ao exterior, que é um verdadeiro roubo das riquezas produzidas pelos trabalhadores no país.É preciso uma reforma agrária radical que entregue as terras aos camponeses e exproprie as grandes empresas do agronegócio. Da mesma forma, é preciso parar já de pagar a dívida pública, investindo em saúde, educação etc. O não-pagamento dessa dívida pode financiar um plano de obras públicas que enfrente o déficit habitacional, com a construção de casas populares, e acabe com o desemprego.Para combater a inflação, é necessário aumentar os salários, congelar os preços e impor um gatilho salarial, ou seja, o aumento automático dos salários de acordo com a inflação.
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UMA REFLEXÃO SOBRE O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

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"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta." Nelson Mandela

“Nós, que sobrevivemos aos campos, não somos as verdadeiras testemunhas. Esta é uma idéia incômoda que passei aos poucos a aceitar, ao ler o que os outros sobreviventes escreveram, inclusive eu mesmo, quando releio meus textos após alguns anos. Nós, sobreviventes, somos uma minoria não só minúscula, como também anômala. Somos aqueles que, por prevaricação, habilidade ou sorte, jamais tocaram o fundo do poço. Os que o fizeram, e viram a face das Górgonas, não voltaram, ou voltaram mudos”

Primo Levi, escritor italiano, foi um dos 23 sobreviventes entre os 649 judeus que foram encaminhados para Auschwitz com ele em abril de 1944.

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