"Este Blog foi criado para aproximar aqueles que se sentem indignados ao presenciar a injustiça, ocorra ela em qualquer parte do planeta. Ele foi criado para aqueles
que acreditam que o conhecimento crítico e o combate a alienação é a libertação do homem e a transformação do mundo. Sinta-se indignado, proteste, lute,
liberte-se, liberte o outro, transforme o mundo..." Prof. Claudenir

Liberté - Igualité - Fraternité / Revolução Francesa - 1789

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A Liberdade Guiando o Povo - Eugéne Delacroix

domingo, 28 de setembro de 2008

KARL MARX MANDA LEMBRANÇAS - UMA LEITURA DA ECONOMIA ATUAL

CESAR
BENJAMIN

Karl Marx manda lembranças










O que vemos não é erro; mais uma
vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos
capitalistas






AS ECONOMIAS modernas
criaram um novo conceito de riqueza. Não se trata mais de dispor de valores de
uso, mas de ampliar abstrações numéricas. Busca-se obter mais quantidade do
mesmo, indefinidamente. A isso os economistas chamam "comportamento racional".
Dizem coisas complicadas, pois a defesa de uma estupidez exige alguma
sofisticação.
Quem refletiu mais profundamente sobre essa grande
transformação foi Karl Marx. Em meados do século 19, ele destacou três
tendências da sociedade que então desabrochava: (a) ela seria compelida a
aumentar incessantemente a massa de mercadorias, fosse pela maior capacidade de
produzi-las, fosse pela transformação de mais bens, materiais ou simbólicos, em
mercadoria; no limite, tudo seria transformado em mercadoria; (b) ela seria
compelida a ampliar o espaço geográfico inserido no circuito mercantil, de modo
que mais riquezas e mais populações dele participassem; no limite, esse espaço
seria todo o planeta; (c) ela seria compelida a inventar sempre novos bens e
novas necessidades; como as "necessidades do estômago" são poucas, esses novos
bens e necessidades seriam, cada vez mais, bens e necessidades voltados à
fantasia, que é ilimitada. Para aumentar a potência produtiva e expandir o
espaço da acumulação, essa sociedade realizaria uma revolução técnica
incessante. Para incluir o máximo de populações no processo mercantil, formaria
um sistema-mundo. Para criar o homem portador daquelas novas necessidades em
expansão, alteraria profundamente a cultura e as formas de sociabilidade. Nenhum
obstáculo externo a deteria.
Havia, porém, obstáculos internos, que seriam,
sucessivamente, superados e repostos. Pois, para valorizar-se, o capital precisa
abandonar a sua forma preferencial, de riqueza abstrata, e passar pela produção,
organizando o trabalho e encarnando-se transitoriamente em coisas e valores de
uso. Só assim pode ressurgir ampliado, fechando o circuito. É um processo
demorado e cheio de riscos. Muito melhor é acumular capital sem retirá-lo da
condição de riqueza abstrata, fazendo o próprio dinheiro render mais dinheiro.
Marx denominou D - D" essa forma de acumulação e viu que ela teria peso
crescente. À medida que passasse a predominar, a instabilidade seria maior, pois
a valorização sem trabalho é fictícia. E o potencial civilizatório do sistema
começaria a esgotar-se: ao repudiar o trabalho e a atividade produtiva, ao
afastar-se do mundo-da-vida, o impulso à acumulação não mais seria um agente
organizador da sociedade.
Se não conseguisse se libertar dessa engrenagem, a
humanidade correria sérios riscos, pois sua potência técnica estaria muito mais
desenvolvida, mas desconectada de fins humanos. Dependendo de quais forças
sociais predominassem, essa potência técnica expandida poderia ser colocada a
serviço da civilização (abolindo-se os trabalhos cansativos, mecânicos e
alienados, difundindo-se as atividades da cultura e do espírito) ou da barbárie
(com o desemprego e a intensificação de conflitos). Maior o poder criativo,
maior o poder destrutivo.
O que estamos vendo não é erro nem acidente. Ao
vencer os adversários, o sistema pôde buscar a sua forma mais pura, mais plena e
mais essencial, com ampla predominância da acumulação D - D". Abandonou as
mediações de que necessitava no período anterior, quando contestações, internas
e externas, o amarravam. Libertou-se. Floresceu. Os resultados estão aí. Mais
uma vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos
capitalistas. Karl Marx manda lembranças.

CESAR
BENJAMIN
, 53, editor da Editora Contraponto e doutor honoris causa da
Universidade Bicentenária de Aragua (Venezuela), é autor de "Bom Combate"
(Contraponto, 2006). Escreve aos sábados, a cada 15 dias, nesta
coluna

1º DE MAIO - DIA DE LUTA

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Conflito na Serra Pelada - Sebastião Salgado

DIA DAS MÃES - UM GRANDE DIA

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08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

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UMA REFLEXÃO SOBRE O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

PENSAMENTO VIVO

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta." Nelson Mandela

“Nós, que sobrevivemos aos campos, não somos as verdadeiras testemunhas. Esta é uma idéia incômoda que passei aos poucos a aceitar, ao ler o que os outros sobreviventes escreveram, inclusive eu mesmo, quando releio meus textos após alguns anos. Nós, sobreviventes, somos uma minoria não só minúscula, como também anômala. Somos aqueles que, por prevaricação, habilidade ou sorte, jamais tocaram o fundo do poço. Os que o fizeram, e viram a face das Górgonas, não voltaram, ou voltaram mudos”

Primo Levi, escritor italiano, foi um dos 23 sobreviventes entre os 649 judeus que foram encaminhados para Auschwitz com ele em abril de 1944.

A Terra em 100 Anos

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A FORMAÇÃO DA TERRA

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O UNIVERSO MACROSCOPICO E O MICROSCOPICO

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O Universo que existe em você, e você que existe no universo

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LOVE IS LOVE

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Reflita sobre o mundo

Simone de Beauvoir

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Pense sobre o mundo