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que acreditam que o conhecimento crítico e o combate a alienação é a libertação do homem e a transformação do mundo. Sinta-se indignado, proteste, lute,
liberte-se, liberte o outro, transforme o mundo..." Prof. Claudenir

Liberté - Igualité - Fraternité / Revolução Francesa - 1789

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A Liberdade Guiando o Povo - Eugéne Delacroix

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

HORTOLANDIA - TUDO O QUE VOCÊ PRESCISA SABER

Hortolândia é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 22º51'30" sul e a uma longitude 47º13'12" oeste. A população recenseada em 2007 no município foi de 190.781 habitantes[3]. A área do município, segundo o IBGE, é de 62,224 km² e a sua altitude média é de 587 metros. A cidade é um pólo químico/farmacológico, e está se tornando um pólo tecnológico com empresas de grande porte tecnológico..O município está localizado entre os grandes pólos industriais do país, a 115 quilômetros de São Paulo e a 24 quilômetros de Campinas. Seu atual prefeito é Ângelo Augusto Perugini.
A região na qual Hortolândia está situada é a
Região Metropolitana de Campinas, que tem uma população estimada em 2006 de 2.620.909 habitantes com 19 municípios, sendo a nona maior região metropolitana do Brasil, correspondendo à 1,47% do território paulista.

HISTÓRIA
Em
1798 com a doação de terras da Coroa Portuguesa, as sesmarias, que eram ligadas a Campinas para Joaquim José Teixeira Nogueira. Proprietário de engenho de cana-de-açúcar, acabou consolidando sua estabilidade econômica, agrícola e pastoril por estas terras. Escravagista, foi pioneiro na plantação de café. Na época da abolição dos escravos, Francisco Teixeira Nogueira Júnior, seu neto, distribuiu uma área considerável para os escravos. Mas a doação, feita verbalmente, acabou roubada pelo médico americano Dr. Jonas, que cobrava cinco mil Contos de Réis por uma simples consulta.
As terras negociadas eram cercadas por divisas de vales e rios por espertalhões que se aproveitavam da ingenuidade dos escravos, principalmente no bairro Matão.
Como essa área não favorecia a plantação de
café, as terras foram dedicadas à plantação de algodão, cana e parte pastoril. Era considerada também o caminho principal que levava ao comércio de gado e plantações.
Hortolândia tem origem em
Campinas e Sumaré. Por volta de 1866, a área do município estava dividida em grandes e pequenas propriedades agrícolas. Esta região, pertencente à Campinas, se destacava nas produções de café, algodão e açúcar, além das culturas de subsistência. Os registros mostram que, no final do século XIX, aconteceram várias vendas de terra na região, que era denominada de Jacuba (do tupi-guarani, y-acub, "água quente"), “Sítio de Jacuba”, como dizem os documentos.Os documentos mencionam terras, mas pouco se referem a casas ou benfeitorias. Jacuba era ainda uma região pouco povoada e de fraca atividade econômica.
Jacuba era passagem de
tropeiros, colonos e escravos. Eles passavam por áreas próximas, onde hoje é o bairro Taquara Branca. À beira do rio faziam uma parada quase que obrigatória para descansar, dar água aos animais e até para pouso. Segundo historiadores, estas pessoas aproveitavam o descanso para comer um pirão chamado “Jacuba”, feito de farinha de mandioca, cachaça, açúcar e mel. Assim, por causa das denominações populares, o local passou a se chamar Jacuba.
O povoado começou a tomar expressão quando foi inaugurado, em
1896, o posto telegráfico. Mais tarde, em 1917, o posto telegráfico de Jacuba passou a ser estação ferroviária. Só em 1947 é que começa o seu crescimento, com a apropação do loteamento Parque Ortolândia, de propriedade de João Ortolan. Em dezembro de 1953, o povoado de Jacuba, pertencente ao Distrito de Santa Cruz, município de Campinas, foi elevado a Distrito de Jacuba, do município de Sumaré, emancipado na mesma época. Em 1958, Jacuba passa a ser conhecida como Hortolândia[4], distrito de Sumaré. Em meados da década de 70 é construído de fronte a Igreja de São Francisco de Assis, referência da comunidade católica local, o prédio onde foi instalado a sub-prefeitura do Distrito de Hortolândia que durante o processo de emancipação foi sede administrativa do primeiro governo municipal de Hortolândia, onde hoje funciona o posto de saúde da Vila Real. Trinta e três anos depois, em 19 de maio de 1991, Hortolândia emancipa-se de Sumaré, passando a ter uma identidade própria no processo de desenvolvimento da região.
Emancipação
Em
1979, o Distrito de Hortolândia tem como desdobramento do desenvolvimento industrial o avanço no setor comercial trazendo novas exigências para o distrito como a instalação de seu primeiro posto bancário, o qual se encontra em atividade até os dias de hoje. O crescimento relâmpago de Hortolândia resultou no crescimento dos recursos gerados pelo distrito. Na década de 1980, Hortolândia era responsável pela maior parte da arrecadação de Sumaré, ultrapassava os 60%. Era hora do distrito, que por tantos anos atuou como mero figurante no cenário regional, ocupar seu lugar de direito. A organização popular seguiu para o movimento pró-emancipação.
Os moradores queriam autonomia para definir o futuro de Hortolândia, os hortolandenses decidiram pela criação do município. Foi em
19 de Maio de 1991, que 19.081 mil eleitores votaram “sim” no plebiscito que decidiu pela emancipação político-administrativa do distrito. Nascia, assim, da vontade popular, o município Hortolândia, formado por 110 mil habitantes que escolheram a região para morar, vindas de várias partes do país, em pleno êxodo rural, quando o estado de São Paulo era o destino daqueles que buscavam oportunidades de trabalho e qualidade de vida. Criado através da Lei nº 7.764 de 30/12/91, Hortolândia emancipa-se de Sumaré, passando a ter autonomia sob o seu processo de desenvolvimento na região, apesar de ter sido criado em 1991 a administração só é implementada de fato, a partir de 1993.
Infra-estrutura e Desenvolvimento Urbano
Inserção Regional
Situado a 115Km da
capital paulista e a 24 Km de Campinas, o município de Hortolândia possui uma posição estratégica, entre grandes pólos de desenvolvimento. Por sua posição privilegiada, a região atrai grandes organizações industriais, além de estar cercada por grandes universidades. A localização geográfica do município se dá a oeste de Campinas, limitando-se ainda com os municípios de Sumaré e Monte Mor. Possui uma área de 62Km², sendo o menor município da Região Metropolitana de Campinas. O principal rio que corta o município é o ribeirão Jacuba. O município beneficiou-se economicamente por estar ao longo da Rodovia Anhanguera, ser limítrofe de Campinas e estar próximo ao Aeroporto Internacional de Viracopos. Mais recentemente foi implantada a continuação da Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) que atravessa o município, na região do Jardim Amanda. Esta rodovia permitiu importante acesso ao município através do trevo no entrocamento com a Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101) em área próxima a empresa IBM do Brasil.
Há uma visível conurbação entre
Campinas, Sumaré e Hortolândia, sem uma clara identificação dos limites territoriais destes municípios. A interdependência física-territorial e sócio-econômica é um elemento de extrema importância na elaboração de planos e projetos para os municípios em questão.
Evolução Histórica da Urbanização
A análise da ocupação do território de Hortolândia, foi feita segundo dois períodos, utilizando-se como referência o levantamento aerofotogramétrico do
Instituto Geográfico e Cartográfico (IGC) de 1993, ano em que foi implementada de fato, a primeira administração da cidade. Até 1993, verifica-se que as urbanizações de Hortolândia ocorreram no entorno do núcleo original, próximo a Estação Ferroviária, com os loteamentos Ortolândia, Remanso Campineiro, Vila Parque São Francisco, Jardim Santana, Vila Real, Nova Hortolândia, Nossa Senhora Auxiliadora, entre outros.

Avenida do Shopping Metropolitano, Bairro Jardim Mirante.
Neste período, destaca-se ainda a urbanização das áreas próximas a
Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP101), que interliga o município à Via Anhanguera, destacando-se os loteamentos Jardim Rosolém, Sumarezinho, Santa Emilia, Santa Izabel, Santo Antonio, Nossa Senhora de Lourdes, Chácara Fazenda do Coelho entre outros. Havia portanto, até 1993, duas regiões urbanizadas na cidade: a região mais central e a região do Rosolém e Sumarezinho,sendo importante destacar que até 1993, a cidade possuía em torno de 90.000 (noventa mil) habitantes que residiam nestas áreas urbanizadas .
A partir de 1993 ocorre uma grande expansão das áreas urbanizadas do território de Hortolândia, em especial, pela implantação do loteamento Jardim Amanda, caracterizando como um loteamento de grande extensão e padrão popular, que provocou o alto crescimento populacional. Outras áreas foram loteadas e incorporadas a área urbanizada como os loteamentos Jardim Carmem Cristina, Estefânia, Santa Luzia, Laranjeiras, Jardim São Bento, Stela, São Sebastião, Adelaide entre outros. Mais recentemente surgiram loteamentos de padrão habitacional e de renda mais altos como Jardim Residencial Firenze, Parque Gabriel e Jardim Green Park Residence. Constata-se que as áreas mais centrais vem sendo utilizadas para empreendimentos habitacionais com padrões mais altos, contrastando com áreas urbanizadas nas regiões mais distantes do centro, com padrões habitacionais mais baixos e carentes de
infra-estrutura, como Jardim Nova Europa, Vila Guedes, Jardim Boa Esperança, entre outros.
Meio Ambiente
Clima
O município de Hortolândia está inserido em uma região na qual o clima é denominado
Tropical de Altitude, um clima mesotérmico com temperaturas amenas (Verão 25°C Inverno 18°C), e com chuvas concentradas no verão.
Uso do solo
Entrada principal pela
SP-101.
Uso residencial: A ocupação pelo uso
residencial se estende por todo o território, com residências unifamiliares de padrão médio e baixo. São raras as edificações multifamiliares e verticalizadas no município destacando-se apenas um prédio na região central e alguns prédios de 4 pavimentos destinados à habitação popular. Recentemente surgiram alguns loteamentos de padrão mais alto e começam surgir loteamentos fechados no município.
Geomorfologia
Com formas de relevo mais
homogêneas inseridas na área denominada Zona da Depressão Periférica Paulista, com diversidade de solos, predominando colinas médias com interflúvios mais estreitos, com drenagem de baixa densidade e solos variando de latossolos vermelhos a amarelos, próprios para culturas mecanizáveis; e ainda solos prodozolizados arenosos, próprios às pastagens e culturas ocasionais.
Matas
No
município verifica-se a quase total ausência de cobertura vegetal nativa, resultado de um histórico processo de uso da terra por monoculturas como o café e da pecuária bovina. Os fragmentos remanescentes de mata localizados nas áreas de proteção permanente (APPs) sofrem continuamente a pressão de assentamentos urbanos irregulares.
Hidrografia
O principal rio que corta o município é o
Ribeirão Jacuba, que inserido na bacia do Rio Piracicaba e do Tietê-Sorocaba, integrando o consórcio das bacias dos rios Piracicaba-Capivari e Jundiaí. Foram delimitadas no território 6 micro-bacias:
Micro-bacia do Córrego Taquara Branca: localizada parcialmente em Hortolândia e parcialmente em
Sumaré, é pouco urbanizada, com bairro isolado composto pelos loteamentos Chácara Planalto e Jardim Novo Horizonte, e o restante do território com áreas de pasto.
Micro-bacia do Córrego Terra Preta: região intensamente urbanizada, onde se localiza o
Jardim Amanda. O Córrego Terra Preta ou Boa Vista desemboca no Ribeirão Jacuba. Há possibilidade de recuperação das matas ciliares das áreas do entorno desse córrego onde se localizam as áreas verdes do loteamento.
Micro-bacia Lagoa Santa Clara: composta por áreas
industriais e residenciais é entrecortada pela Rodovia dos Bandeirantes. Trata-se de área em processo de urbanização, com muitas solicitações de aprovação de loteamentos. Este córrego contribui para o Ribeirão Jacuba.
Micro-bacia do Ribeirão Jacuba ou Hortolândia: é a principal micro-bacia do
município para onde contribuem grande parte das outras micro-bacias. O Ribeirão Jacuba corta o município e compõe-se de áreas intensamente urbanizadas, tanto residenciais como industriais.
Micro-bacia Vila Guedes: micro-bacia de pequena extensão, que contribui no
Ribeirão Jacuba. Compõe-se de equipamentos regulares isolados, como Jardim Nova Europa, Jardim Conceição e Vila Guedes. A região dispõe ainda de usos industriais. É preocupante a existência do lixão nesta micro-bacia.
Micro-bacia do Córrego da Fazenda São Joaquim: pequena micro-bacia parcialmente localizada em Hortolândia e
Sumaré, composta por terras ainda não urbanizadas.
Economia
A partir dos anos 70 com a interiorização da indústria paulista foi quando se deu o crescimento econômico do município de Hortolândia, por sua inserção na região de
Campinas, que se constituiu em forte pólo tanto industrial quanto agrícola possuindo uma estrutura diferente das outras regiões metropolitanas brasileiras.
Desse ponto de vista, Hortolândia tem uma localização privilegiada por ser um município limítrofe de Campinas, o mais importante pólo industrial do interior do estado e também por estar ao longo da via
Anhanguera o qual liga a Região Metropolitana de Campinas a grandes pólos como São Paulo.
Com a emancipação, Hortolândia foi beneficiada visto que o seu distrito abrigava indústrias que geravam cerca de 45% do Valor Adicionado Fiscal de
Sumaré. Não contando com uma base agroindustrial expressiva, não tendo uma política de desenvolvimento direcionada, a geração da renda da população e do emprego é centrada no setor industrial, além do setor de comércio e serviços. Sua estrutura industrial é formada também por empresas de alta tecnologia e que necessitam de mão-de-obra especializada.
Com mais de 120 anos de registros históricos, 15 deles com status de município, Hortolândia desponta na
RMC (Região Metropolitana de Campinas) como uma cidade com grande potencial de desenvolvimento econômico. Atualmente os tipos de estabelecimentos do município de Hortolândia estão distribuídos da seguinte forma: 375 indústrias, mais de 2 mil estabelecimentos comerciais, 6040 estabelecimentos de prestação de serviços e 529 de outros usos, e 5337 prestadores de serviços.
A cidade é sede da multinacional
IBM, que se instalou aqui em 1972. A empresa está situada no condomínio industrial Tech Town, que abriga outros empreendimentos de grande porte. É em Hortolândia, também que estão a Dow Corning, líder na fabricação de silicone e, ainda, a Belgo-Mineira, a Magneti Marelli, GKN, BSH e o laboratório farmacêutico EMS, referência na produção de medicamentos genéricos. Em 2007, outras empresas de grande porte intalaram-se no município como a Dell, segunda maior fabricante de computadores do mundo e a Wickbold, do ramo alimentício.
O desenvolvimento industrial deve-se à localização privilegiada da cidade no Estado. A proximidade de Hortolândia do
Aeroporto Internacional de Viracopos, a presença de importantes vias rodoviárias ao seu redor e o fato de estar numa região de grande concentração de desenvolvimento no país, considerada pólo científico e industrial, são fatores primordiais e definitivos para atrair empreendimentos. Um cenário favorável de crescimento econômico mas ainda com muitos desafios a serem superados. O salto populacional e a falta de investimentos em infra-estrutura resultaram numa cidade de grande potencial, porém, com muitas ações por se fazer. De forma resumida, a cidade representa a síntese dos municípios da RMC, com problemas a serem superados e uma amplitude de crescimento e desenvolvimento a olhos vistos.
Na segunda metade da
década de 90, o Valor Adicionado Fiscal de Hortolândia saltou de R$ 870 milhões em 1995 para R$ 1,2 bilhão em 2000, tendo um pequeno decréscimo em 1997, porém voltando a crescer nos anos seguintes, fato que ocorreu principalmente devido à expansão do setor industrial. O setor de serviços ainda que com menor desempenho, é o segundo grupo de atividades em destaque, o comércio tem uma pequena parcela de participação, fato este que ocorre devido à fraca presença do comércio atacadista e pelo baixo dinamismo do comércio varejista que é basicamente voltado para o abastecimento da população local, sofrendo com a concorrência do comércio do município pólo. Ainda assim percebe-se um crescimento do setor de comércio e serviços local.
Na indústria o maior desempenho é liderado pelo ramo de materiais elétricos e de comunicações, correspondendo a 60,3% do Valor Adicionado Fiscal da indústria local, seguido por outros dois setores que também se destacam: materiais de transporte (12,5%) e produtos mecânicos (10%). No total do valor adicionado da
Região Metropolitana de Campinas, o município tem se mantido em torno de 4%, ocupando a 5ª posição superado por Campinas, Paulínia, Americana e Sumaré. Alguns ramos de Hortolândia tem alta participação no total respectivo da Região Metropolitana de Campinas, como o de material de transporte (6,3%), mecânica (12,6%) e material elétrico e de comunicações (28,7%).
Principais empresas localizadas no Município
IBM
EMS
Dell
Amsted Maxxion
Group Technologies
BSH
Dow Corning
Magneti Marelli
GKN
Sanmina-SCI
Celestica
Trafo
Bemaf
Belgo-Mineira
Wickbold
Lanmar
AçoService
Cozinhas OLI
Gonvarri
Magal
Indústria Paulista
Nature's Plus
Polimec
Safetline
Tornomatic
Pró-tipo
Tech Town/Inpar
Horizon Cablevision

Demografia
População
Hortolândia destaca-se na
Região Metropolitana de Campinas por apresentar elevado crescimento populacional, desde quando ainda era distrito de Sumaré. Caracteriza-se por ser estritamente urbano e receber grandes contingentes populacionais. Este fluxo deve-se a proximidade com Campinas, núcleo-sede da região. O baixo custo de suas terras , o menor custo de vida em relação à Campinas, e fácil acessibilidade, estimularam corrente migratória de mais baixa renda para Hortolândia.
Os municípios ao redor de Campinas apresentam crescimento populacional superior ao da sede da Região Metropolitana de Campinas. No caso de Hortolândia, o município cresceu 7,78% ao ano entre
1991 e 2000, taxa bastante alta, se comparada com as taxas de Campinas e Região Metropolitana que são de 1,52% e 2,56%, respectivamente. Este crescimento decorre da intensa migração de famílias de baixa renda em busca de emprego, e terras de menor custo em relação à cidade pólo, o que acabou criando problemas de infra-estrutura urbana e social.
O crescimento demográfico da cidade de Hortolândia em números absolutos como visto anteriormente é o maior quando comparado com o crescimento das cidades limítrofes à Campinas; sendo grande parte da sua constituição motivada pelo processo migratório (67,42%), o que coloca Hortolândia como município que recebeu o maior fluxo migratório de toda a
Região Metropolitana de Campinas, na década de 90.
Censo de 2000
Densidade demográfica (hab./km²): 2452,14 (Maior densidade demográfica da Região Metropolitana de Campinas)
Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 14,08
Expectativa de vida (anos): 72,20
Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,34
Taxa de Alfabetização: 92,40%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,790
IDH-M Renda: 0,700
IDH-M Longevidade: 0,787
IDH-M Educação: 0,883

Etnia
Etnia: Inicialmente, formadas por várias colônias européias, espanhóis e italianos, a população de Hortolândia é formada por migrantes de vários estados do Brasil, como
Paraná, Minas Gerais e Região Nordeste.
Grupos Etários
Seguindo a trajetória nacional no padrão
demográfico, Hortolândia apresenta queda relativa na participação da parcela mais jovem da população, fato decorrente da mudança do perfil da composição familiar, que tem se verificado no país. O município acompanhando a tendência nacional, têm visto sua população envelhecer.
Além de constatarmos que a dinâmica populacional de Hortolândia segue os padrões
brasileiros, também verificamos fenômeno semelhante àquele que ocorre nas regiões metropolitanas, ou seja, a população é mais jovem nas cidades do entorno da cidade pólo, tendo em vista os processos migratórios ocorridos nas décadas de 80 e 90. Em 2000, enquanto 40,69% da população de Hortolândia tem idade até 19 anos, em Campinas esta fração corresponde a 33,3%, e para a população com mais de 40 anos, temos em Hortolândia, 23,5% do total, e em Campinas nesta faixa temos 31,6% da população.
Urbanização e Densidade Demográfica
Hortolândia, no ano 2000 têm densidade demográfica de 2.438 hab/Km2, um número bastante alto, quando comparada à
Região Metropolitana de Campinas que é de 640,6 hab/Km2 e também ao Estado de São Paulo que têm uma média de 149 hab/Km2. A alta densidade demográfica é decorrente da pequena extensão territorial do município, e principalmente pelo fato do território ser essencialmente urbano, inexistindo áreas rurais e de preservação ambiental.
Renda
Apesar da localização privilegiada em relação à dinâmica econômica da região, isto não vem se refletindo em uma renda per capita correspondente. Os dados presentes no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil com base nos censos de 1991 e 2000 apontam os municípios de Hortolândia,
Sumaré e Monte Mor como os detentores dos piores valores de renda per capita da Região Metropolitana de Campinas, com valores de R$ 259,10, R$ 291,61 e R$ 258,31 respectivamente, enquanto o eixo formado por Paulínia, Campinas, Valinhos e Vinhedo apresenta valores superiores a R$ 500,00. Os valores de renda per capita vem crescendo em todos os municípios da Região Metropolitana de Campinas, em comparação com 1991, mas infelizmente Hortolândia situa-se no grupo dos municípios onde este crescimento vem ocorrendo com menos intensidade de R$ 226,97 em 1991 para R$ 259,10 em 2000.
Quanto à distribuição desta renda nos municípios da
Região Metropolitana de Campinas, os 10% mas ricos da população vem apropriando entre 30% a 50% da renda, e entre os municípios com percentuais menores nesta apropriação de renda encontra-se Hortolândia com 31,99 em 1991 e 34,02 para o ano de 2000, mas acompanha a tendência da maioria dos municípios de crescimento da participação na apropriação da renda do segmento mais rico da população. Já para os 40% mais pobres da população os índices de apropriação da renda não chegam a 20%, tendo como maior valor 17,36% para o município de Santa Bárbara d'Oeste no ano de 1991. Hortolândia com 15,93% em 1991 e 13,05% no ano de 2000 encontra-se entre os cinco municípios com os melhores valores. Em concomitância com o crescimento da apropriação dos 10% mais ricos a participação na renda dos 40% mais pobres vem caindo em quase todos os municípios da RMC, fenômeno de concentração de renda típico de momentos de recessão ou baixo crescimento econômico.
Igreja Católica
A
arquidiocese de Campinas é responsável territorialmente pelas paróquias dos municípios de Hortolândia, Indaiatuba, Monte Mor, Paulínia, Sumaré e Valinhos, e também pelas dioceses sufragâneas de Amparo, Bragança Paulista, Limeira, Piracicaba e São Carlos.
Cultura
Desenvolvimento cultural
O desenvolvimento cultural de Hortolândia tem sido de grande destaque na
RMC, e sua identidade está sendo construída de forma sólida e constante, tendo como foco a música instrumental e a cultura popular. Hoje é possível encontrar na cidade, manifestações culturais das mais diversas vertentes e isso tem ajudado a vencer os altos indices de violência registrados no passado e a aumentar a auto-estima dos moradores.
Em parceria com o
Ministério da Cultura (MinC), a cidade conta com três pontos de cultura, que desenvolvem projetos de música instrumental, violão popular, teatro, vídeo e musicalização infantil. Além desses projetos, é possível ter contato com elementos do hip-hop, com catira, roda de viola, artesanato, samba de roda, entre outros. A cidade tem uma grande representatividade na cultura afro-descendente tendo como principais nomes as Mães Dango e Eleonora. Duas bibliotecas municipais com dois ramais e um quiosque de leitura, atendem cerca de 25.000 leitores/ano (fonte: Secretaria Municipal de Cultura). Além disso, Hortolândia conta com um Infocentro e uma Casa Brasil. As apresentações culturais da cidade se concentram no Auditório Arlete Afonso do colégio adventista IASP e em seis auditórios das escolas de ensino fundamental.
Educação básica
A rede municipal de ensino da cidade é composta por 33
escolas de educação infantil atendendo 8.936 alunos, 20 escolas de ensino fundamental atendendo 15.351 alunos, 43 salas de suplência atendendo 1.711 alunos e uma escola de educação especial atendendo 560 alunos. Já a rede estadual atende 26.341 alunos em 26 escolas.
Apesar de Hortolândia possuir uma baixa renda familiar e per capita, o município apresenta 6 escolas particulares no ensino fundamental, 4 no ensino médio, 2 faculdades particulares e 3 estabelecimentos de nível técnico.
Educação profissional e técnológica
Hortolândia possui uma Escola Técnica -
ETEC Hortolândia, constituída por cursos ténicos nas áreas de Informática, Administração, Secretariado e Nutrição. Destaca-se o curso de Informática, que qualifica profissionais técnicos na área de Programação. São ministrados componentes curriculares de desenvolvimento de software, nas linguagens C e Java. Os profissionais formados saem aptos ao mercado de trabalho na área de informática, em especial, na área de programação de software.
A cidade também foi incluída no plano de expansão da rede federal de educação profissional e tecnológica do
Ministério da Educação, sendo ela uma das cidades-pólo para implantação das novas unidades descentralizadas do CEFET-SP. Na RMC, duas cidades foram agraciadas com a implantação das novas unidades no plano do MEC. Além de Hortolândia, Campinas também receberá uma delas. A previsão é de que até 2010 estas unidades estejam prontas.
Apesar da instalação do
pólo tecnológico em Hortolândia, a maioria da mão-de-obra empregada nessas empresas, constitui-se de material humano importado de outros centros (São Paulo, Campinas, etc). A cidade ainda carece de uma Faculdade Tecnológica, apesar de já haver sido autorizado pelo Governo do Estado, a instalação de uma Unidade da FATEC (Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo), mediante convênio com o município, todavia, não houve interesse de ambos os poderes, na instalação desta Unidade da FATEC.
Ensino superior
A cidade possui hoje duas intituições de ensino superior, uma é a
Faculdades Hoyler que possui campus em várias cidades, que teve como fundador o Dr. Siegfried Hoyler que como professor, atuou na Escola de Administração de Empresas, da Fundação Getúlio Vargas, tendo sido titular na cadeira de Administração de Recursos Humanos e Psicologia, na Universidade Mackenzie.
A outra intituição é o
Instituto Adventista São Paulo (IASP), que é o terceiro campus do UNASP (Centro Universitário Adventista de São Paulo), composto de três campus, com cursos de graduação e pós-graduação, e possui todos os níveis de educação, desde a educação infantil até a superior.
Há um projeto em andamento da cidade ter uma unidade da Los Angeles University
, a universidade anunciou que tem interesse em implantar uma unidade em Hortolândia.

Futebol
Em 2006 a cidade de Hortolândia ganhou um time de futebol profissional, o
Sociedade Esportiva Vitória. Hortolândia sempre foi marcada pelo futebol amador que nos finais de semana agitam os campos da cidade. O futebol é tão importante que no ano de 2006 a cidade foi agraciada com um time profissional. Ainda no ano de 2006, a prefeitura inaugurou o primeiro estádio de porte profissional com condições aprovadas dela FPF, o Estádio Municipal José Francisco Tico Breda, ou apenas Tico Breda como é conhecido na cidade, o estádio localizado no Complexo Poli Esportivo Nelson Cancian, no Jardim Nova Hortolândia, foi reformado e ampliado rapidamente para que pudesse atender as exigências da FPF e receber jogos do SEV Hortolândia. O campo não fica devendo para nenhum do mesmo porte no estado de São Paulo.
Saúde
O município conta com 1 hospital maternidade, o
Hospital Municipal e Maternidade Governador Mário Covas, 3 pronto atendimento, 5 unidades básicas de saúde, 8 programas de saúde da família, além de ambulatórios de saúde mental, de especialidades e de fisioterapia e 1 Centro de Referência de Saúde Mental para Criança e do Adolescente, 1 centro e reabilitação e 1 programa de atendimento domiciliar.
Compõem ainda os serviços desenvolvidos pela prefeitura municipal o centro de zoonoses, responsável pelo controle de doenças transmitidas por animais, e a divisão de vigilância em saúde composta pelas seções de saúde epidemiológica e
vigilância sanitária.
Estação ferroviária
O posto telegráfico de
Jacuba foi construído longe de qualquer ponto de Campinas, município no qual a estação. estava localizado na época. Com o tempo, formou-se em volta um povoado, que, em 1916, acabou por fazer com que o prédio do velho posto fosse adaptado para estação, o que leva a crer que a data de sua inauguração, 1917, na verdade seja apenas a época dessa transformação. O bairro, que em 1955 ainda mantinha seu nome original, acabou sendo desmembrado junto com Sumaré, tornando-se parte deste e alterando o nome para Hortolândia. Em 1991, tornou-se município, mas a estação foi desativada; em 1996 servia apenas como alternativa de comunicação quando havia algum problema em Boa Vista. Hoje está abandonada.
Companhia Paulista de Estradas de Ferro (1917-1971)
FEPASA (1971-1998)
Linha-tronco - km 62,605 (1958)
Inauguração: 01.04.1917 com trilhos
Uso atual: fechada
Data de construção do prédio atual: 1917
Feriados municipais
19 de Maio: Aniversário do município
20 de Novembro: Dia da Consciência Negra
Transportes
Rodovias
O Município de Hortolândia conta com uma rede rodoferroviária privilegiada, que através da
Via Anhanguera e da Rodovia dos Bandeirantes, liga a cidade à capital do estado; pela Rodovia Dom Pedro I com o Sul de Minas Gerais, municípios do Vale do Paraíba e ao eixo Rio-São Paulo, possui também um fácil acesso à Sorocaba, através das interligações da Anhanguera e Bandeirantes com a Rodovia Castelo Branco, e ao Aeroporto Internacional de Viracopos.
Dentro do contexto regional, a
SP-330, no trevo da Rodovia Anhanguera, faz a ligação para Paulínia, entre Sumaré e Hortolândia, a SP-304, Rodovia Luiz de Queiroz, liga Hortolândia a Sumaré, Nova Odessa, Americana e Piracicaba; a SMR-020 interliga Sumaré e Hortolândia, com uma pista pavimentada; a SMR-040 interliga Hortolândia a Monte Mor, com uma pista pavimentada.
A cidade tem como vias rodoviárias:
SP-101 - Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença - (Campinas/Monte Mor)
SP-348 - Rodovia dos Bandeirantes
Ferrovias
Atualmente Hortolândia tem linhas que cortam o território da cidade administradas pela
Brasil Ferrovias, que parte de Campinas passando por Hortolândia e indo para Sumaré, de lá parte para outras cidades do interior do estado e Sul de Minas Gerais, e estão reduzidas a poucas viagens diárias de trens cargueiros, com locomotivas movidas a diesel a uma baixíssima velocidade, que transportam cargas para outras cidades de São Paulo.
Transporte urbano
Linhas Urbanas
O município de Hortolândia é entrecortado por linhas urbanas, e intermunicipais, estas com ligação a
Campinas e Sumaré. Atualmente existem cinco linhas urbanas, a saber; (Parque do Horto até Novo Ângulo), trata-se de itinerário que corta o município no sentido Norte/Sul, interligando duas áreas muito urbanizadas, passando pela Região Central; (Jardim Amanda até Jardim Carmem Cristina), linha ligando bairros populosos, estendendo até o Jardim Conceição no limite do município com Campinas; (Jardim São Pedro até Parque Orestes Ongaro), linha que liga estes bairros utilizando-se do eixo da Avenida da Emancipação; (Jardim São Sebastião até Jardim Nova Hortolândia), liga os dois bairros passando pela Região Central; e (Jardim Amanda até Jardim Rosolém), linha que liga os referidos bairros passando pela região central.
Linhas Intermunicipais
Linhas Interurbanas – (
Campinas – Hortolândia): As linhas metropolitanas adentram todo o território de Hortolândia, ligando os bairros com Campinas através de 20 linhas intermunicipais que cortam o municipio, utilizando-se principalmente da Avenida da Emancipação e Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101). O sistema de linhas metropolitanas demonstra a dependência de Hortolândia com o município de Campinas. Esta dependência é reflexo da exportação de trabalhadores e estudantes para Campinas, por exemplo representando um movimento pendular diário tipico de regiões metropolitanas. Infelizmente, a população hortolandense torna-se dependente deste transporte oferecido por três empresas de ônibus e pelo sistema ORCA (sistema alternativo) com baixa qualidade de serviço comparando a outras cidades da Região Metropolitana de Campinas.
Linhas Interurbanas – (Hortolândia –
Sumaré): Estas linhas também adentram todo o território de Hortolândia através de 11 linhas e se interligam com Sumaré através das estradas localizadas na Região Oeste da cidade.
Corredor Metropolitano Noroeste: A implantação do Corredor Metropolitano (em fase de implantação) pode representar uma oportunidade de reorganização do sistema de transporte na cidade, através de racionalização das linhas urbanas, que além da função de interligar os bairros, também alimentaria o corredor. Desta forma seria possível restringir a utilização do território de Hortolândia pelas linhas intermunicipais
.
Administração
Prefeitura
Atualmente, o poder executivo na cidade é exercido pelo
prefeito Ângelo Augusto Perugini (2005/2008), pelo vice-prefeito Enoch da Silva e pelos dez secretários municipais nomeados pelo prefeito, além do chefe de gabinete Odair Marques da Silva, que compete controlar e supervisionar as atividades desenvolvidas pelos órgãos integrantes da estrutura organizacional do gabinete do prefeito municipal, coordena o relacionamento entre as decisões do executivo com suas secretárias municipais.
Câmara
O poder legislativo do município, a Câmara Municipal de Hortolândia é composta por doze
vereadores. O atual presidente da câmara (2007/2008) é George Julien Burlandy (PR) e o vice-presidente Gervásio Batista Pozza (PT). Além do 1º secretário Clodomiro Benedito Gonçalves (PSB) e o 2º secretário Paulo Pereira Filho (PMDB).

1º DE MAIO - DIA DE LUTA

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Conflito na Serra Pelada - Sebastião Salgado

DIA DAS MÃES - UM GRANDE DIA

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08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

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UMA REFLEXÃO SOBRE O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

PENSAMENTO VIVO

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta." Nelson Mandela

“Nós, que sobrevivemos aos campos, não somos as verdadeiras testemunhas. Esta é uma idéia incômoda que passei aos poucos a aceitar, ao ler o que os outros sobreviventes escreveram, inclusive eu mesmo, quando releio meus textos após alguns anos. Nós, sobreviventes, somos uma minoria não só minúscula, como também anômala. Somos aqueles que, por prevaricação, habilidade ou sorte, jamais tocaram o fundo do poço. Os que o fizeram, e viram a face das Górgonas, não voltaram, ou voltaram mudos”

Primo Levi, escritor italiano, foi um dos 23 sobreviventes entre os 649 judeus que foram encaminhados para Auschwitz com ele em abril de 1944.

A Terra em 100 Anos

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A FORMAÇÃO DA TERRA

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O UNIVERSO MACROSCOPICO E O MICROSCOPICO

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O Universo que existe em você, e você que existe no universo

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LOVE IS LOVE

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Reflita sobre o mundo

Simone de Beauvoir

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Pense sobre o mundo